
A palavra Frei vem de frater (irmão).
Em nossa Ordem somos simplesmente "Irmãos de Jornada", comprometidos com a missão e com os valores espirituais de proteção.
Para nossa Ordem a Cavalaria Templária é um Caminho Espiritual Universal. A mística templária original possui elementos que podem ser interpretados de forma mais ampla do que apenas o catolicismo do século XII.
O "Soldado Espiritual": O Frei em nossa Ordem é o "Cavaleiro-Frei" da modernidade. Seu combate não é físico, mas espiritual e moral. Ele luta contra a solidão, o perigo, a imperícia e o desânimo nas estradas. Essa luta é universal e não depende de uma crença denominacional específica.

A Cruz Vermelha como Símbolo de Proteção Universal: A cruz vermelha (Cruz Pátea) que os Templários usavam — e que mantivemos no brasão e na motocicleta — pode ser reinterpretada. Em vez de simbolizar apenas o sacrifício de Cristo, ela simboliza Guarda, Vigilância e o Farol Espiritual que guia os viajantes em segurança. É um símbolo de refúgio espiritual na estrada.

A Capelania Rodoviária como Serviço Ecumênico
A própria natureza da capelania em locais públicos ou em "áreas de fronteira" (como as estradas) exige uma abordagem ecumênica ou não denominacional.
Serviço a Todos: Um capelão rodoviário não abençoa apenas motoristas de uma única igreja. Ele abençoa e acolhe o Viajante, independentemente de sua fé.
Mística do Acolhimento
O Frei Capelão é aquele que, como os antigos templários que protegiam os peregrinos nas estradas para Jerusalém, agora protege os peregrinos das rodovias brasileiras. Sua "religião" é o Serviço de Proteção e Acolhimento ao próximo que está em viagem.


Uma "Religião do Caminho"
Ao unirmos esses elementos, criamos um conceito de "Fraternidade Ecumênica de Guardiões das Estradas".
O termo "Frei" é mantido porque é solene e tradicional, mas seu significado é expandido para abranger qualquer um que se comprometa com essa missão espiritual e de cavalaria.

Fizemos nossos votos para servir nosso Mestre Jesus Cristo, como os primeiros Templários o fizeram, para enfrentar e derrotar nas batalhas os inimigos da Cruz e lutarmos com todas as forças que o Todo Poderoso nos oferecer.
Nenhum Cavaleiro Templário deve se render ou deixar um irmão nas mãos dos inimigos de Jesus. E devemos proteger a todos que necessitem de proteção espiritual em suas jornadas.
Mas acima de tudo, fizemos nossos votos para permanecermos puros, buscando o caminho para nos juntarmos àqueles que têm oferecido suas vidas ao Mestre Jesus.
Servir e proteger nossos irmãos é chegarmos o mais próximo que podemos de nosso Mestre Jesus.


O Senhor é o meu pastor e não me faltará.
Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas.
Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor por longos dias.
