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HOMILIA DE NÚMERO 009 DÉCIMO NONO DOMINGO APÓS A TRINDADE - INTENÇÃO:

12 de out.
2 min de leitura

Data: 11/10/2026

Este serviço o qual realizamos hoje, tem como intenção: TATO E TOLERÂNCIA.


Compreendemos que através de Jesus o Cristo se faz presente no mundo por um breve período, para que pudesse nos orientar o caminho para a nossa evolução enquanto uma única espécie, composta por várias raças e grupos.

Assim como raças e grupos são partes de uma única espécie, as religiões são caminhos para se chegar ao Criador, os quais, percorridos de acordo com cada religião ou doutrina, buscam organizar, direcionar, explicar e orientar cada adepto em sua jornada evolutiva.

Muito se fala atualmente em prol do diálogo inter-religioso o que é louvável, porém pouco se realiza na construção dos fundamentos capazes de edificar este diálogo e ainda mais, como este diálogo pode contribuir efetivamente para nossa espiritualidade.

As religiões, como toda organização social é feita por pessoas e desta maneira carrega tanto suas virtudes quanto seus desvios e infelizmente, temos presenciado um cenário no qual as religiões se tornaram organizações doentes, adoecedoras, verdadeiras estruturas de poder, onde o dinheiro e a luxúria são cada vez mais predominantes e o que torna isso tudo ainda pior, é o fato de que o Evangelho e o próprio Cristo são usados como meios para se alcançar todo e qualquer tipo de resultado.

É com muita tristeza que vemos igrejas e templos cada vez mais luxuosos, cerimônias que mais se aproximam de shows e espetáculos musicais, vivências experienciais e grupos promovendo atividades voltadas à religiosidade e espiritualidade. Mas porém o que se evidencia na prática é que a grande maioria se tornou apenas um negócio, exatamente como aqueles comerciantes os quais foram expulsos do templo por Jesus.

Poucas vezes Jesus foi registrado tomado por uma emoção humana como a raiva, porém exatamente naqueles ambientes mais voltados à religião como o Templo, o Sinédrio e principalmente os Farizeus, causaram profunda raiva em Jesus, devido exatamente ao seu comportamento e utilização da religião para benefício próprio, enriquecimento às custas daqueles que deveriam ser protegidos e auxiliados em suas questões mais básicas e fundamentais.

E aqui não falamos enquanto assistencialismo ou questões sociais, mas sim, da verdadeira natureza das religiões na promoção do bem comum entre as pessoas e na harmonia espiritual para com os seres que dirigem a vida neste planeta.

Acredito profundamente que este dia, o qual nos convida ao reconhecimento das outras religiões no mundo, seja também um dia de reflexão para que todas as religiões façam um movimento de reavaliar seu papel e suas ações junto à humanidade a fim de que possam efetivamente cumprir seu propósito de iluminação, paz e harmonia entre todos os seres, independente da denominação.

Compreendo que o caminho é longo ou até mesmo duvidoso, porém o exemplo de nosso Mestre Jesus é sempre nossa bússola  

 
 
 

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