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HOMILIA DE NÚMERO 006 DÉCIMO SEXTO DOMINGO APÓS A TRINDADE - INTENÇÃO: JUSTIÇA

20 de set.
3 min de leitura

Atualizado: 28 de set.

Este serviço o qual realizamos hoje, tem como intenção: JUSTIÇA


Vivemos em tempos conturbados nos quais a justiça tem sido deturpada e infelizmente não tem cumprido seu papel na sociedade como deveria.

Neste sentido, a opinião vai além dos aspectos sociais, mas de maneira mais ampla, também estende-´se aos aspectos existenciais da natureza humana, sendo estes de origem espiritual.

No texto trazido por São Paulo a evidência de que a orientação correta para os Cristãos já naqueles tempos, seria de atentar-se à natureza das obras de cada um, pois na busca pelas coisas do mundo, muitos se corrompem, causando efeitos a serem colhidos na vida adiante.

O autor aponta para a necessidade de que cada um tenha a capacidade de lidar com os frutos das suas próprias ações, o que no caso de nossa organização, tendo ela uma visão diferente da Igreja Católica Romana, no que diz respeito à salvação, uma vez que em nossa base teológica temos como fundamento a crença na preexistência da alma e sua vinda seguidas vezes à matéria como forma de evolução e não uma visão dogmática da Salvação, proposta fortemente na doutrina Romana pelo autor do texto em análise.

Quando o autor exorta os cristãos a se atentarem à natureza das suas obras, ele apresenta Deus como sendo aquele o qual julgará as obras humanas, o que em nosso ponto de vista, guiando-se pela doutrina do Karma, o próprio ser é o agente ativo da sua evolução, claro que obtendo o auxílio de diversas ordens, porém, ele mesmo é o agente causador e o gestor dos efeitos causados por suas ações, o que é realizado através de sucessivas vindas à matéria.

Mas diante de uma sociedade ainda imersa em ignorância e guiada essencialmente pela Lei de Talião, o princípio do “olho por olho, dente por dente”, a mensagem do autor baseada nos fundamentos trazidos pelo Mestre Jesus no sentido de estabelecer o perdão como principal meio de se alcançar a paz, busca direcionar os homens à uma auto responsabilidade sobre seus próprios atos, no caso do autor com ênfase no temor a Deus e no nosso ponto de vista, sob o aspecto da lei de causa e efeito.

Um ponto indiscutível no texto do autor é a instrução de fazer o bem à todos, principalmente para com os irmãos na fé, pois a partir da própria jornada de conversão do autor, a bondade e a caridade entre os irmãos de fé, uns para com os outros, diante do ambiente hostil no qual se encontravam, foi essencial para a sobrevivência do Cristianismo o qual conhecemos até os dias de hoje.

Desta maneira, diante do contexto social da época e as condições adversas para a prática de uma vida voltada às boas obras, tendo a compaixão e a caridade como meios fundamentais para se realizar uma justiça plena, a qual pudesse trazer enfim a paz à terra, é importante observamos no texto trazido pelo autor, de faz atual e nos convida mais de dois mil anos depois a avaliarmos nossos comportamentos e obras exatamente como o autor convidou as comunidades àquela época.

Que nossas obras e comportamentos contribuam enfim para uma justiça que traga efetivamente a paz à terra, e caminhemos juntos como irmãos na direção do Reino de Deus o qual nos foi apresentado por nosso Mestre Jesus.



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